quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Eis que o mundo


Eis que o mundo de ti cai abolido
E tu ficas sozinho e muito longe
Com dois búzios do mar sobre os ouvidos
Ouvindo, só para ti, uma canção.

Assim as flores de dentro para fora
Se queimam sob o halo dos perfumes
E voltam para nós os olhos cegos
Estrangeiras a tudo no sabor
Duma substância angélica e terrível.

Sophia de Mello Breyner Andresen
Coral, 1950

A maior flor do mundo!

Rafflesia, a maior flor do mundo pode atingir 106 cm de diametro e pesar 10 Kg.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Adolescência...

Bragança - Praça da Sé

As minhas memórias afectivas e raízes adolescentes estão bem enterradas nesta terra.
Sempre que desejo regresso a ela.
Nem tudo está perdido!

Infância

As minhas memórias afectivas de infância pairam por aqui, arrancadas, destroçadas.
Nunca mais as poderei reconstruir.
É uma dor que nunca passará.

Titan Arum

Titan Arun é a maior e mais malcheirosa flor do mundo.
Trata-se de facto, não de uma flor, mas de uma inflorescência apelidada de espádice.
Quando desabrocha chega a atingir 3 metros de altura e pode pesar até 75 Kg.
É originária de Sumatra (Indonésia) e cresce em pouquíssimos lugares do mundo.
Pode viver até 40 anos, mas só floresce duas a três vezes.

In Wikipédia

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Mãe!

Mãe sempre vigilante!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Vazio e silêncio!

Há vazio silencioso que purifica. O ruído é, quase sempre, perturbador.

domingo, 3 de agosto de 2008

Saudade

Femme
Salvador Dali


Saudade

Não digas,
Não acenes,
Não te lembres,
Que se mantenha mudo, hirto, e sem memória
O nosso adeus eterno.
E que o poeta, do seu negro inferno,
Cante como puder
A trágica aventura de encontrar
E perder, a sonhar,
O teu corpo aberto de mulher.

Miguel Torga
in Diário, 25 de Março de 1971

sábado, 2 de agosto de 2008

Solidão!

Por vezes sabe bem estarmos sozinhos com as nossas memórias, guardadas nos cantos escuros da nossa alma!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

As dua faces da felicidade!

Há umas semanas, fazendo zapping, desporto favorito dos homens, passei por uma série da FOX (?) que retratava uma família mórmon, em que o chefe de família tinha três mulheres e, neste episódio, encontrava-se clandestinamente com a primeira mulher na hierarquia, a sua preferida, porque tinha os dias distribuídos equitativamente pelas três e não podia estar com ela quando queria.

Este episódio fez-me lembrar um filme notável que vi no fim dos anos 60, de Agnes Varda, Le Bonheur, As duas faces da felicidade, em português.
Filme de uma beleza plástica notável e de uma delicadeza e sensibilidade tal que só podia ter sido realizado por uma mulher.
A personagem masculina , casado, era muito feliz, tendo um amor profundo pela sua mulher. Por acaso da sua actividade profissional encontrou outra mulher de que se tornou amigo e mais tarde amou com intensidade.
A tese que ele defendia, junto da mulher e do novo amor, sem esconder a nenhuma delas o que sentia por ambas, era que o amor pela mulher não colidia com o novo amor, pelo contrário, a felicidade que o primeiro lhe proporcionava era potenciado pela felicidade que o segundo lhe dava.
Os dois amores potenciavam-se e o resultado era maior e melhor que a soma das partes.
O resto da história, magistralmente contada pela realizadora, não interessa para a questão que me suscitou o episódio e o filme.

Retirando qualquer sentimento de culpa ou pressão social, será que é possível um homem amar assim duas mulheres, ou uma mulher amar dois homens desta maneira?